Maria Eliza Neves, de 13 anos, natural de Pontal do Paraná (PR), foi o centro das atenções nas redes sociais neste mês após a publicação de um vídeo da sua festa de aniversário. Na comemoração, a jovem causou polêmica ao se recusar a colocar o número 13 no bolo. Em vez disso, ela optou por um formato inusitado: "12+1", evitando qualquer referência ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Em entrevista ao Jornal da Oeste, Maria Eliza explicou que desde pequena aprendeu a não gostar do PT. "Aprendi que o PT não é lá essas coisas", disse a menina, destacando sua aversão ao partido. O pai da jovem, Jonas Neves, corroborou o que a filha afirmou, alegando que, embora tenha votado no PT no passado, hoje aprendeu a "lição". Ele reforçou que sempre ensinou Maria Eliza a "andar pelo caminho certo" e a tomar suas próprias decisões políticas, sem seguir influências externas.
Repercussão nas Redes Sociais
A publicação do vídeo, no entanto, gerou uma série de reações nas redes sociais. Muitos internautas criticaram a atitude de Maria Eliza e da família, com alguns comentários incluindo xingamentos e palavras de baixo calão. Em resposta, Jonas Neves gravou outro vídeo, defendendo sua filha e a sua educação.
"Disseram assim: 'Coitada, filha de um pai pobre e de direita'", comentou Jonas, provocando uma reflexão sobre a situação econômica do país. "Todo brasileiro está se sentindo um pouco mais pobre, mesmo. Já foi ver o preço da gasolina e da picanha? Para defender esse governo está difícil", completou.
Influência Familiar e Valores
Jonas também rebateu os comentários sobre a possível influência que ele e sua esposa teriam sobre a filha. "Vai ser influenciada por quem? Pelo Felipe Neto?", ironizou, alfinetando as críticas que sugeriam que Maria Eliza estava sendo manipulada por suas convicções familiares. Como pastor, Jonas explicou que a família tem o hábito de ler a Bíblia em casa, o que, segundo ele, tem influenciado fortemente a formação dos valores da filha.
Maria Eliza, de acordo com seu pai, é contra o aborto e a liberação das drogas, além de se opor à corrupção e à mentira. "Ela aprendeu a não gostar do PT", concluiu Jonas, enfatizando que sua filha está sendo criada para pensar criticamente e seguir os valores que a família considera importantes.
A polêmica gerada pela festa de aniversário de Maria Eliza, portanto, é mais um reflexo da polarização política que atravessa o país. Enquanto uns defendem o direito da menina a expressar suas opiniões e escolhas, outros questionam a influência das opiniões familiares nas decisões políticas de uma jovem.
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