Fechar
GP1

Brasil

Anvisa proíbe suplementos e adoçante por irregularidades

A decisão ocorre pouco mais de uma semana após a Anvisa determinar o recolhimento de 78 cosméticos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de suplementos alimentares da marca Angry Supplements e de um adoçante da Impossible Sugar Veganutris, após constatar irregularidades na comercialização dos produtos. A medida foi publicada nessa quarta-feira (15) no Diário Oficial da União.

De acordo com a Anvisa, os suplementos da Angry Supplements não possuem registro no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e chegaram ao mercado sem rótulos em português, descumprindo normas obrigatórias de identificação. Assim, faltavam informações básicas, como lista de ingredientes, advertências de uso e tabela nutricional, elementos essenciais para garantir a segurança dos consumidores.

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilAnvisa
Anvisa

O adoçante Veganutris também foi alvo da decisão da agência. Apesar de o rótulo indicar que o produto é “zero açúcar”, a tabela nutricional aponta 3,9 gramas de açúcar a cada 100 gramas, o que caracteriza inconsistência nas informações. Além disso, o adoçante contém insulina, substância não autorizada para esse tipo de alimento, e omite dados obrigatórios, como nome de venda e modo de preparo.

Diante das infrações, a Anvisa determinou a proibição da fabricação, importação, comercialização, propaganda, distribuição e uso dos dois produtos. Em nota, o órgão ressaltou que alimentos irregulares podem representar risco à saúde e reforçou a importância de os consumidores verificarem se o produto possui registro válido e rotulagem adequada antes da compra.

Outras medidas recentes da agência

A decisão ocorre pouco mais de uma semana após a Anvisa determinar o recolhimento de 78 cosméticos irregulares, incluindo produtos voltados para cuidados com cabelo, pele e higiene bucal. Entre eles, 69 produtos pertencem à empresa Cosmoética Indústria e Comércio de Cosméticos. Segundo a agência, os itens estavam apenas notificados, procedimento permitido apenas para produtos de baixo risco, o que não se aplicava ao caso.

Em resposta, a Cosmoética informou ter interrompido voluntariamente as vendas e afirmou que já iniciou um processo de adequação regulatória, em razão de atualizações nas normas da Anvisa para alisantes capilares.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.