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Paulo Gonet é aprovado em sabatina para seguir na PGR por mais dois anos

A indicação, feita pelo presidente Lula, recebeu 17 votos favoráveis e 10 contrários.

Em uma sabatina marcada por tensão e debates acalorados com senadores da oposição, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, teve sua recondução ao cargo aprovada nesta quarta-feira (12) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A indicação, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebeu 17 votos favoráveis e 10 contrários — resultado mais apertado que o obtido em 2023, quando Gonet foi aprovado por 23 a 4. Agora, a decisão segue para o plenário do Senado, onde será votada ainda nesta tarde.

Durante as mais de seis horas de sabatina, Gonet defendeu sua atuação à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR), ressaltando que o órgão trabalha com “esmero técnico-jurídico” e evita “denúncias precipitadas”. Ele destacou que suas manifestações “sempre ocorreram nos autos, sem vazamentos ou declarações que pudessem prejudicar a imagem e a presunção de inocência dos investigados”.

“O trabalho da PGR se pauta pela análise minuciosa de cada caso, equilibrando o respeito aos direitos fundamentais dos investigados com a necessidade de apurar fatos de relevância jurídica e social”, afirmou. Segundo ele, a atuação do procurador-geral deve ser guiada pela “racionalidade jurídica”, e não pela busca de “aplausos momentâneos ou exposição midiática”.

As declarações, no entanto, foram duramente criticadas por parlamentares da oposição, entre eles Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Jorge Seif (PL-SC), Esperidião Amin (PP-SC) e Magno Malta (PL-ES). Eles contestaram a condução de investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, às denúncias de tentativa de golpe de Estado e às ações envolvendo o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro.

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