A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado marcou para o dia 12 de novembro a sabatina do atual procurador-geral da República, Paulo Gonet, para mais uma gestão à frente do órgão, após ter sido indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em meados de agosto, para ser reconduzido ao cargo.
O encaminhamento da indicação de Gonet para nova gestão na PGR teve um pedido de vista coletiva aprovado nesta quarta-feira (5), após a leitura do relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM), que não recebeu questionamentos. O parlamentar afirmou não ter encontrado impedimentos para a recondução do procurador-geral.
“A atuação apartidária e técnica do sr. Paulo Gonet é, aliás, evidenciada pela própria pacificação interna do Ministério Público desde a sua posse como procurador-geral da República. Com efeito, já não se verificam divergências ou dissensões radicais na gestão que se iniciou e nos trabalhos até aqui realizados”, citou, elencando feitos do procurador-geral no cargo — entre eles, a condução dos processos relativos aos atos de 8 de janeiro de 2023 e à suposta tentativa de golpe de Estado.
À frente da PGR desde dezembro de 2023, Gonet adotou uma postura firme nos processos que tratam da suposta tentativa de golpe, apontando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como líder do plano. Em uma das sustentações no Supremo Tribunal Federal (STF), classificou os atos como um “teatro do golpe”, descrevendo um cenário “espantoso e tenebroso” que, segundo ele, justificaria punições severas aos envolvidos.
Com colaboração do repórter Leandro Soares
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