As divergências entre os países ricos e emergentes que participam da COP30, em Belém (PA), se acentuaram ao longo da primeira semana do evento, que chega ao quarto dia nesta quinta-feira (13). Enquanto as nações desenvolvidas cobram metas climáticas mais ambiciosas, os países emergentes exigem que o grupo mais rico financie a transição energética.
Os países europeus lideram as demandas por maior transparência sobre como as nações emergentes implementam as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês). O bloco cobra ainda o cumprimento das metas por parte dos países que ainda não apresentaram suas NDCs, como é o caso da Índia.
Os países europeus lideram as demandas por maior transparência sobre como as nações emergentes implementam as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês). O bloco cobra ainda o cumprimento das metas por parte dos países que ainda não apresentaram suas NDCs, como é o caso da Índia.
Do outro lado, os países em desenvolvimento citam o artigo 9.1 do Acordo de Paris, que estabelece a obrigação dos países desenvolvidos de financiarem, com recursos públicos, a transição energética das nações emergentes. Eles também pedem o fim das medidas comerciais unilaterais impostas sob justificativa ambiental — prática conhecida como “protecionismo verde”.
Apesar da pressão, as delegações europeias têm resistido a ambos os pontos.
Um dos temas que mais geram impasse entre as partes é justamente o protecionismo verde, que deve ser debatido no sábado (15/11), junto com outros três pontos fora da agenda mandatária da conferência em Belém.
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