A decisão de expulsar Celso Sabino do União Brasil marcou uma reviravolta no quadro político do partido. O Conselho de Ética da sigla definiu pela exclusão do ministro do Turismo, integrante do Governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante reunião que também determinou o fim do diretório regional do Pará, presidido por Sabino até então.
Na mesma ocasião, os conselheiros aprovaram, de forma unânime, uma intervenção no comando estadual, dissolvendo a executiva local e instalando uma comissão provisória para administrar o núcleo no Pará. O cancelamento da filiação de Sabino foi decidido no mesmo processo, que aguarda agora posicionamento da Executiva Nacional para ser ratificado.
Uma reunião para validar a expulsão está prevista até 8 de dezembro. Segundo a assessoria, Sabino não vai comentar a decisão. Ele esteve presente na deliberação, acompanhado de seu advogado. O processo disciplinar começou em outubro, depois de o diretório estadual acusá-lo de descumprir diretrizes partidárias por não abrir mão de cargos no governo federal, desrespeitando ultimato do União Brasil.
Apesar de ter protocolado a carta de demissão ao presidente Lula, Sabino permaneceu no ministério. Em reunião da Executiva Nacional do partido, ele anunciou que continuaria no governo.
A expectativa era que Sabino mantivesse sua posição até o começo do próximo ano. Nessa época, ocorre a desincompatibilização obrigatória para quem pretende se candidatar a outros cargos. O ministro pretende concorrer ao Senado e buscava apoio de Lula, mesmo sem alinhamento direto com o governador Helder Barbalho (MDB), aliado do presidente.
Leandro Soares
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