O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) celebra 40 anos de atuação no Espírito Santo com a realização da 4ª Feira Estadual da Reforma Agrária, no campus de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O evento, aberto ao público e com entrada gratuita, ocorre ao longo de três dias e conta com financiamento de instituições públicas.
A programação inclui venda de produtos agroecológicos, apresentações culturais, batalha de rimas e homenagens ao movimento. Segundo os organizadores, a feira tem apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Banco do Nordeste, mas os valores investidos não foram divulgados.
A realização do evento dentro da universidade gerou críticas. O deputado federal Evair de Melo (Progressistas-ES) classificou a iniciativa como uma “afronta ao setor produtivo capixaba”. “Você paga impostos imaginando que serão investidos em educação, mas a universidade cede espaço a invasores de propriedade”, afirmou o parlamentar em suas redes sociais.
Em nota, a Ufes informou que apenas cedeu o espaço para a feira, cuja organização é de responsabilidade do MST. Já o movimento rebate as críticas e afirma que o termo “invasão” é uma “distorção usada para criminalizar a luta social”, defendendo o uso da palavra “ocupação” para ações em terras que não cumprem a função social da propriedade, conforme o artigo 186 da Constituição Federal.
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