Na noite desse domingo (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pronunciamento em rede nacional no qual repetiu a estratégia de atingir as camadas de menor renda da população e de criar uma espécie de luta de classes.
Com tom de campanha a menos de um ano das eleições de 2026, e com forte apelo popular, o presidente afirmou que os recursos para compensar a perda de arrecadação virão da criação de um imposto mínimo para quem recebe mais de R$ 50 mil por mês, o que representa cerca de 0,1% da população.
O principal tema da fala foi a recente sanção do governo ao projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda. A medida isenta quem ganha até R$ 5 mil por mês e reduz a alíquota de contribuintes com rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350.
No pronunciamento, Lula apresentou a iniciativa como uma correção de distorções históricas e afirmou que a elite brasileira paga menos imposto que trabalhadores comuns, como professores e policiais.
“Ao longo de 500 anos de história, a elite brasileira acumulou mais e mais privilégios, que foram de geração em geração até a chegada ao dia de hoje. Entre os muitos privilégios, talvez o mais vergonhoso seja o de pagar menos imposto de renda do que a classe média e os trabalhadores”, disse Lula no pronunciamento.
"Quem vive do suor do seu trabalho e constrói, de fato, a riqueza deste país paga até 27,5% de imposto de renda. Já quem vive de renda paga apenas 2,5%, em média", complementou.
O presidente Lula terminou o pronunciamento nacional afirmando que seu governo seguirá “firme, combatendo os privilégios de poucos para defender os direitos e oportunidades de muitos. O nosso governo está do lado do povo brasileiro para construir um país mais próspero e mais forte”.
Leandro Soares
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