O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu um processo para investigar o tabelião Aurino da Rocha Luz, dono do 1º Ofício Extrajudicial da cidade de Caxias, no interior do Maranhão. Ele é acusado de falsificação de documentos e superfaturamento de serviços na cidade.
A decisão, tomada por unanimidade na sessão dos conselheiros na última terça-feira (09), mantém Aurino afastado do cargo. Ele já havia sido denunciado pelo Ministério Público Estadual em junho deste ano, acusado de usar o cartório para falsificar documentos em benefício próprio e de membros da família.
Foto: Reprodução/Google Maps
O conselheiro Mauro Campbell destacou a extrema gravidade e a continuidade das irregularidades. Segundo ele, as práticas foram realizadas para beneficiar a empresa da própria família de Aurino, indo contra a credibilidade da função de tabelião.
De acordo com dados do CNJ, o cartório arrecadou R$ 7,42 milhões em taxas cobradas da população no ano passado. No primeiro semestre de 2025, foram R$ 2,1 milhões. Ainda segundo o Conselho, o cartório se encontra “sob intervenção” a partir desta quarta-feira (10) de dezembro.
Lilian Aragão
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