O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o ano terminou de forma positiva e citou uma aproximação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Quando muita gente imaginava que eu e o Trump iríamos entrar em guerra, nós terminamos virando amigos”, declarou o petista nesta terça-feira (23), durante cerimônia de assinatura de um decreto que reconhece a cultura gospel como manifestação da cultura nacional.
A declaração ocorre após um telefonema entre Lula e Trump, no qual o presidente americano decidiu revogar as sanções impostas com base na Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e contra sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes.
O decreto assinado pelo presidente é interpretado como um gesto de aproximação com o eleitorado evangélico às vésperas do início do ano eleitoral. A medida se soma a outras iniciativas do governo voltadas a esse segmento, como a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do STF.
Durante o evento, Lula afirmou que a iniciativa partiu de uma sugestão da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), após consulta à ministra da Cultura, Margareth Menezes. “É uma justiça ao povo evangélico e à música gospel”, disse o presidente, embora tenha admitido que, inicialmente, não era sua prioridade. “Se dependesse de mim, possivelmente não saísse esse decreto. Se não tivesse alguém que falasse: ‘Presidente, se manca aí, vamos fazer esse decreto’”, afirmou.
A cerimônia contou com a presença de Jorge Messias, da senadora Eliziane Gama, da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) e do deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), além de outros representantes do segmento evangélico ligados ao governo.
Izabella Furtado
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