O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (26) a prisão preventiva de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A polícia prendeu Vasques no início da manhã de hoje, no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai.
Além da fuga, ele teria violado e rompido a tornozeleira eletrônica ainda em Santa Catarina. Por esses motivos, as autoridades nacionais enviaram avisos a países que fazem divisa com o Brasil.
De acordo com o ministro Moraes, a fuga do ex-diretor-geral ficou caracterizada pela “violação das medidas cautelares impostas sem qualquer justificativa”. Ainda segundo Moraes, a ação de Vasques autoriza a conversão das medidas cautelares em prisão preventiva, conforme pacífica jurisprudência desta Suprema Corte. O magistrado acrescentou que as informações da Polícia Federal demonstram a violação à medida cautelar de monitoramento eletrônico e que o réu não se encontrava em seu apartamento no momento da diligência, em violação à medida cautelar de recolhimento domiciliar noturno.
A 1ª Turma do STF condenou membros do chamado “núcleo 2” do que seria uma tentativa de ruptura institucional. Entre eles, Vasques, penalizado a 24 anos e seis meses de prisão. Ele é acusado de ter usado a PRF para dificultar o deslocamento de eleitores do então candidato Lula (PT), no Nordeste, no segundo turno das eleições de 2022.
Lilian Aragão
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