O partido Progressistas vem admitindo publicamente que pode lançar uma candidatura própria ao Governo de São Paulo nas eleições de 2026 contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A situação seria desencadeada devido a queixas e o “crescente descontentamento de prefeitos” e reclamações “sobre a falta de atenção a parlamentares” da sigla.
A sigla alega dificuldades na comunicação e uma “percepção de distanciamento” entre a gestão de Tarcísio e a direção do partido, tanto a nível estadual como nacional. O estopim da insatisfação é a cobrança do partido para que o governador apoie a pré-candidatura do ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, ao Senado.
Em nota, o diretório estadual do Progressistas comunicou que “avalia como insuficiente o apoio público e concreto” anunciado por Tarcísio a Derrite. Diante desse cenário, a sigla passou a cogitar nomes de possíveis candidatos ao governo estadual.
As discussões já giram em torno de duas pessoas que podem representar o PP em uma possível disputa ao Governo de São Paulo. Um deles é Filipe Sabará, que participou das gestões de João Dória e Tarcísio e atualmente é um dos interlocutores da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. O segundo é o do deputado federal Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente.
Outro ponto destacado pelo Progressistas é a estratégia em ter um candidato a governador “mais alinhado ao projeto nacional da sigla”, especialmente diante da pré-candidatura de Flávio. Isso, segundo o partido, facilitaria as chapas a deputado federal e estadual em São Paulo.
Carolina Matta
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