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Carol de Toni cobra ministra de Lula sobre mulheres presas pelo 8 de janeiro

A líder do bloco da Minoria mencionou a falta de manifestação da pasta diante das condenações.

A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), líder do bloco da Minoria, cobrou posicionamento da bancada feminina da Casa e da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, em relação às condenações das mulheres presas pelas manifestações de 8 de janeiro de 2023.

Ela chegou a citar uma declaração da ministra, em que Cida disse que o “governo federal está trabalhando para que todo dia seja Dia das Mulheres”. Essa frase foi questionada pela parlamentar, especialmente diante da falta de posicionamento sobre a situação das mulheres condenadas pelos atos do 8 de janeiro. “Mas como levar essa frase a sério quando seu ministério ignora tantas arbitrariedades?”, indagou a deputada.

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos DeputadosDeputada Caroline de Toni
Deputada Caroline de Toni

“Cobramos um posicionamento da bancada feminina da Câmara e do Ministério das Mulheres, sobre as prisões e penas absurdas impostas às mulheres do 8 de janeiro. Onde estavam essas vozes diante da injustiça contra Débora e tantas outras?”, questionou Caroline de Toni.

Recentemente, a cabeleireira Débora dos Santos teve a prisão domiciliar concedida, após dois anos de detenção. “Mas a Justiça continua longe de ser feita”, reforçou a deputada. Ela ainda ressaltou que não houve “nenhuma manifestação, nenhuma nota de repúdio, nenhum gesto de solidariedade” sobre a situação da cabeleireira.

Condenações arbitrárias

No ofício encaminhado à bancada feminina da Câmara e à ministra Cida Gonçalves, a deputada citou todas as mulheres condenadas por terem participado do 8 de janeiro. “Essas mulheres não roubaram, não mataram. Elas foram manifestar – algumas, inclusive, com Bíblias nas mãos. São mães, avós, trabalhadoras, entre 36 e 73 anos. Algumas doentes, outras impedidas até de enterrar seus entes queridos. Suas penas? De 12 a 17 anos de prisão”, mencionou Carol de Toni.

“Se a defesa da mulher não for seletiva, já passou da hora de essas vozes se levantarem. Porque, neste caso, o silêncio não é apenas omissão. É cumplicidade. Essas mulheres estão privadas de acompanhar e orientar o desenvolvimento dos seus filhos e netos por decisões que não passam de grotescas caricaturas de Justiça e traduzem uma desumanidade abominável”, declarou a deputada.

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