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Amazônia registra aumento de quase 500% na degradação florestal em 2025

Segundo o relatório, foram 33,8 mil km² de área degradada nos primeiros três meses deste ano.

Foi divulgado na última quinta-feira (27) o relatório que apontou o aumento de 482% na degradação florestal da Amazônia Legal. Ao todo, foram 33,8 mil km² desmatados no primeiro trimestre de 2025, o equivalente à extensão da cidade de Porto Velho, em Rondônia, que possui 34 mil km². Nesse mesmo período em 2024, a área degradada correspondia a 5,8 mil km².

Segundo o levantamento, esse é o maior registro da série histórica do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), organizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilQueimadas na Amazônia
Queimadas na Amazônia

Entre os principais fatores que contribuíram para esse resultado estão as queimadas e a extração de madeira. Juntos, ambos impulsionam a degradação da Amazônia Legal, comprometendo a vegetação e facilitando o desmatamento na região.

Segundo o coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon, Carlos Souza Júnior, esses índices apontam para a necessidade de o governo agir e tentar conter esses números antes da COP30. “Não seria bom para o Brasil, em um ano tão decisivo como o da COP30, fechar este calendário com números em alta. O governo e órgãos de fiscalização precisam agir agora para reverter essa tendência e mostrar ao mundo um compromisso real com a preservação da Amazônia”, alertou o coordenador.

Recorde de degradação na Amazônia em fevereiro

No mês de fevereiro de 2025, foi registrado um recorde de 211 km² de Amazônia degradada, um aumento de 1.407% comparado ao mesmo mês em 2024. O Pará compreende 75% da área degradada, ou seja, foi o estado mais afetado. Mesmo assim, a capital paraense, Belém, vai sediar a 30ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, a COP30.

Diferença entre degradação e desmatamento

Enquanto a degradação representa os danos à vegetação, sem a remoção completa, o desmatamento está relacionado à remoção total da cobertura florestal, que muitas vezes é substituída por atividades como agricultura, mineração ou expansão urbana.

Sob esse ponto de vista, a degradação muitas vezes antecede o desmatamento, deixando o ambiente propício para a remoção completa da vegetação.

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