O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), pediu demissão do cargo nesta sexta-feira (2) após ser pressionado por setores da oposição e da base aliada, em meio à revelação de um esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O pedido foi feito durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio do Planalto.
Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência confirmou a saída de Lupi. Em publicação na rede social X (antigo Twitter), o agora ex-ministro negou qualquer envolvimento nas irregularidades e afirmou que sua decisão foi motivada pelo compromisso com a transparência.
"Entrego, na tarde desta sexta-feira (02), a função de Ministro da Previdência Social ao Presidente Lula, a quem agradeço pela confiança e pela oportunidade. Tomo esta decisão com a certeza de que meu nome não foi citado em nenhum momento nas investigações em curso, que apuram possíveis irregularidades no INSS. Faço questão de destacar que todas as apurações foram apoiadas, desde o início, por todas as áreas da Previdência, por mim e pelos órgãos de controle do Governo Lula", escreveu.
A Polícia Federal investiga a atuação de quadrilhas que obtinham benefícios do INSS de forma irregular, por meio da falsificação de documentos. O esquema envolve servidores públicos, intermediários e advogados. Segundo as investigações, o prejuízo aos cofres públicos ultrapassa R$ 2 bilhões. Entre 2019 e 2025, as entidades envolvidas receberam cerca de R$ 6,3 bilhões.
Jeyson Moraes
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