O suspeito de planejar um ataque a bomba no show da Lady Gaga, que foi preso em Macaé, no Norte Fluminense, disse à polícia que estava em “guerra espiritual” contra a cantora. O homem afirmou que acreditava que Gaga era uma figura ligada ao satanismo.
O suspeito, que não teve a identidade revelada, fazia parte de um grupo extremista investigado por planejar um atentado durante o evento. Segundo os investigadores, ele estava obcecado com a ideia de confrontar o que chamava de “agenda satânica” da cantora. O preso de Macaé vai responder por terrorismo e induzimento ao crime.
Em mensagens trocadas com outros membros do grupo, ele chegou a dizer que pretendia matar uma criança durante o evento como parte de um “sacrifício”. O grupo atuava em fóruns online, onde disseminava discurso de ódio, incentivava ataques e recrutava adolescentes.
A operação foi conduzida por equipes da Polícia Civil do Rio com apoio do Ministério da Justiça. Durante a ação, nove pessoas foram alvos e mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro estados. Um adolescente foi apreendido por armazenar pornografia infantil e outro homem, no Rio Grande do Sul, preso por porte ilegal de arma.
Francielle Barroso
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