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A poucos dias do tarifaço, presidente Lula volta a pedir diálogo com Donald Trump

“Eu espero que o presidente dos Estados Unidos reflita sobre a importância do Brasil", destacou Lula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se posicionar contra a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelos Estados Unidos e cobrou, nesta segunda-feira (28), um diálogo direto com o presidente norte-americano, Donald Trump. A medida entra em vigor nos próximos quatro dias.

“Eu espero que o presidente dos Estados Unidos reflita sobre a importância do Brasil. E eu vou fazer aquilo que, no mundo civilizado, a gente faz. Tem divergência? Tem. Senta numa mesa, coloca a divergência do lado e vamos tentar resolver. E não de uma forma abrupta, individual, tomar uma decisão de que vai taxar o Brasil em 50%”, afirmou Lula, durante discurso na inauguração de uma usina termoelétrica no Rio de Janeiro.

Foto: Ricardo Stuckert/PRPresidente Lula durante a cerimônia de inauguração da Usina Termelétrica GNA II, no Porto do Açu
Presidente Lula durante a cerimônia de inauguração da Usina Termelétrica GNA II, no Porto do Açu

O chefe do Executivo responsabilizou diretamente o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pelas articulações que levaram ao chamado "tarifaço". Eduardo está nos Estados Unidos e admitiu, em suas redes sociais, ter participado de reuniões com representantes da Casa Branca que resultaram na imposição das sanções comerciais.

“Isso é o filho do coisa e o coisa [Bolsonaro] que estão pedindo para fazer. O cara que fazia campanha embrulhado na bandeira nacional. ‘Brasil acima de tudo’. E agora ele vai com a desfaçatez. ‘Brasil acima de tudo’, mas primeiro os EUA. [É] uma falta de patriotismo…”, declarou Lula.

Críticas de Trump e pedido de anistia

Em carta enviada a Lula, o presidente Donald Trump criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e os processos judiciais que envolvem Jair Bolsonaro, incluindo os relacionados à tentativa de golpe de Estado. A crítica foi vista como interferência direta em assuntos internos do Brasil.

Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro defendeu que o governo norte-americano só volte atrás na decisão se o Congresso aprovar uma anistia "geral e irrestrita" e o impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes. As propostas, no entanto, esbarram na falta de apoio político e no desgaste contínuo da ala bolsonarista no Legislativo.

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