Nesta sexta-feira (01) Renato Mosca, embaixador do Brasil na Itália, afirmou que o processo de extradição da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), deve ser concluído neste segundo semestre.
A Justiça brasileira pediu a extradição pouco depois da parlamentar anunciar nas redes sociais que havia saído do Brasil para os Estados Unidos e que iria para a Itália com a alegação de que não poderia ser presa no país europeu por ter dupla cidadania. Carla Zambelli foi presa nessa terça-feira (29) em um apartamento em Roma e teve a prisão preventiva mantida mais cedo, durante a audiência de custódia.
O embaixador ainda afirmou que a prisão de Zambelli aconteceu de forma rápida, com apenas 55 dias entre a data de expedição do mandado de prisão e o cumprimento. Segundo Renato Mosca, a parlamentar não teria se entregado à polícia, como alegou a defesa.
Renato Mosca relembrou ainda o caso de Cesare Battisti, em 2010, quando o italiano foi condenado a 12 anos de prisão por participar de um grupo armado e cometer quatro homicídios. Ele chegou a fugir para o Brasil com documentos falsos e foi preso no Rio de Janeiro em 2007. Na época, o Supremo Tribunal Federal considerou ilegal o pedido de refúgio feito pelo homem, mas o presidente Lula, no último dia de seu mandato, não permitiu a extradição. Seis meses depois, ele foi liberado da prisão e somente em 2018 foi capturado na Bolívia.
O exemplo do caso foi usado para que o embaixador afirmasse que o processo de extradição de Zambelli pode acontecer de maneira rápida, devido à cooperação jurídica, judicial e policial entre o Brasil e a Itália, segundo Renato Mosca, diferente do que aconteceu com Cesare Battisti. No caso da parlamentar, a defesa visa evitar a extradição sob a argumentação de que há uma anomalia no processo contra ela, visto que a vítima do suposto crime é a mesma que realizou a sentença, no caso, o ministro Alexandre de Moraes.
Francielle Barroso
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