O diplomata Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que uma reunião presencial com o presidente Donald Trump não deve ocorrer tão cedo. A data mais próxima para um possível encontro entre os líderes seria em setembro, durante a abertura da 80ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.
Amorim disse, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite de segunda-feira (11), que Lula pode cruzar com Trump na sessão da ONU, mas que, até o momento, não há movimentação oficial para uma reunião.“O Brasil, por tradição, é o primeiro orador na Assembleia Geral, e os Estados Unidos são o segundo. [Lula e Trump] podem se encontrar, podem não se encontrar. […] Agora, hoje, eu não creio que esteja nos planos pedir um encontro”, afirmou o diplomata.
Apesar dessa avaliação, cresce a pressão de empresários para que o presidente Lula ligue ou se reúna com Trump a fim de negociar a sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros. Para o setor, o plano de contingência cogitado pelo governo não compensaria as perdas no mercado norte-americano.
A preocupação aumentou especialmente após o recente cancelamento da reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, considerado um entrave ao diálogo diplomático. No entanto, segundo as últimas declarações de Lula, o presidente não demonstra disposição para contatar o líder norte-americano.
Maria Luísa Veloso
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