O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão de Diego Dias Ventura, apontado como um dos líderes e organizadores do acampamento em frente ao quartel do Exército, em Brasília, durante os atos do 8 de janeiro. A decisão foi tomada após o acusado romper a tornozeleira eletrônica e desaparecer. O mandado foi expedido na terça-feira, 12, com base em informações da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro sobre a quebra do equipamento de monitoramento.
Segundo o órgão, a tornozeleira de Ventura está desligada desde 2 de julho, com registro de rompimento da cinta no dia 1º do mesmo mês. A Secretaria comunicou ao STF que, em 6 de agosto, notificou o fim da bateria do equipamento e informou que ele permanece inoperante desde o início de julho. Moraes incluiu esses fatos na decisão que autorizou a prisão.
No dia 30 de junho, o Supremo condenou Diego Ventura a 14 anos de prisão por participação nos atos do 8 de janeiro e determinou o pagamento solidário de R$ 30 milhões pelos prejuízos causados à Praça dos Três Poderes. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele teria coordenado a logística do acampamento e participado ativamente da invasão e depredação de prédios públicos na capital federal.
Ventura foi preso durante as investigações, mas obteve o direito de responder ao processo em liberdade enquanto aguardava o julgamento. A defesa solicitou sua absolvição no STF, alegando falta de provas e sustentando que ele participou apenas de uma manifestação pacífica, sem envolvimento em atos violentos cometidos por outros participantes.
O mandado de prisão cumpre decisão judicial em razão do descumprimento das medidas cautelares impostas. As autoridades ainda não informaram o paradeiro de Diego Ventura, que é considerado foragido desde o rompimento da tornozeleira. A busca pelo acusado segue em andamento.
Davi Fernandes
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