O processo contra o prefeito de Macapá, Antônio Furlan (sem partido), avançou na Câmara Municipal e será avaliado em plenário nos próximos dias. Os vereadores vão decidir se arquivam a denúncia ou se dão continuidade às investigações sobre um episódio de agressão envolvendo o gestor e um jornalista.
O caso aconteceu durante uma entrevista em que o repórter Heverson Castro, do portal Amapá, questionou Furlan sobre o atraso na entrega de um hospital. A obra foi anunciada em 2023, mas segue inacabada em 2025. Diante da insistência do jornalista, o prefeito teria reagido de forma agressiva, dirigindo-se a outra pessoa em tom alterado.
Segundo relatos, três pessoas precisaram intervir para afastar Furlan. Enquanto isso, mulheres gritavam no local e o jornalista protestava: “Ei, prefeito, pare com isso!”. Um cinegrafista que acompanhava a equipe também foi alvo de tentativa de agressão.
Cercado por apoiadores do prefeito, Castro afirmou ter feito apenas uma pergunta comum e criticou a hostilidade do grupo. Um dos aliados de Furlan chegou a dizer que a confusão teria sido provocada pelos questionamentos do repórter. A defesa preliminar do prefeito já foi apresentada e agora cabe aos vereadores decidir os próximos passos do processo.
Izabella Furtado
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