Depois de sofrer um revés na primeira reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), quando a oposição conquistou a presidência e a relatoria do colegiado, parlamentares governistas compareceram em peso ao encontro desta terça-feira (26).
O movimento foi visto como uma tentativa de reorganizar a base aliada, fragilizada pela falta de articulação do Planalto na sessão anterior. Desta vez, a presença maciça dos aliados de Lula buscou sinalizar reação e disposição para disputar narrativas no andamento das investigações. Entre os presentes estavam o líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) e o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom).
Durante a reunião, governistas defenderam a necessidade de “garantir equilíbrio” nas apurações sobre supostas fraudes e irregularidades no INSS. Nos bastidores, líderes aliados admitiram que a mobilização reflete uma cobrança direta do Palácio do Planalto, preocupado em evitar novas derrotas no Parlamento.
Já a oposição classificou a movimentação como tardia. Integrantes do grupo que controla a CPMI afirmaram que o governo “acordou tarde demais” e que a correlação de forças já estaria consolidada.
Pauta da CPMI do INSS
Na sessão desta terça-feira, a comissão deve aprovar o plano de trabalho e analisar mais de 30 requerimentos, incluindo convocações de ex-dirigentes do INSS e ex-ministros de Estado, que devem abrir a primeira rodada de oitivas.
Entre os pedidos em análise está a quebra do sigilo dos registros de entrada e saída do chamado “Careca do INSS”, proposta apresentada pelo senador Magno Malta (PL-ES).
Carolina Matta
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