O ministro Luís Roberto Barroso comandou sua última sessão como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (25). Em seu discurso, o magistrado afirmou que a Corte atuou nos últimos tempos para preservar o Estado Democrático de Direito.
Sem citar diretamente as sanções dos Estados Unidos, Barroso citou um “custo pessoal” enfrentado pelos colegas de tribunal. “Apesar do custo pessoal de seus ministros, o STF cumpre o papel de preservar o Estado Democrático de Direito”, declarou.
O magistrado também falou em pacificação do país, a partir do respeito entre quem pensa diferente. “Pacificação tem a ver com civilidade, com a capacidade de respeitar o outro na sua diferença e compreender que quem pensa diferente de mim não é meu inimigo, é meu parceiro na construção de uma sociedade aberta, de uma sociedade plural”, frisou.
Barroso foi elogiado pelos demais ministros, pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet e outras autoridades.
Sucessão
Quem assume a presidência do STF, na próxima segunda-feira (29), é o ministro Luiz Edson Fachin. O vice-presidente será o ministro Alexandre de Moraes. Ambos exercerão as respectivas funções no biênio 2025/2027.
Thais Guimarães
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