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TST tem contrato de R$ 8,6 milhões para "faz-tudo" de ministros, diz Metrópoles

O contrato com a empresa terceirizada Renovar Engenharia dispõe de serviços para manutenção predial.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) mantém um contrato de R$ 8,6 milhões anuais com a empresa Renovar Engenharia para manutenção predial. Entretanto, ao contrário do disposto no documento, funcionários já prestaram serviços até mesmo na residência particular de um ministro, incluindo trocas de lâmpadas e instalação de quadros, segundo reportagem da colunista Andreza Matais, do Metrópoles.

Usualmente, a troca de lâmpadas, instalação de eletrodomésticos e pendurar quadros são alguns dos serviços prestados para os magistrados que ocupam apartamentos funcionais. São 15 desse tipo mantidos pelo TST, todos situados em áreas nobres de Brasília. Entretanto, nos dias 24 e 25 de janeiro, a empresa reparou um cabo de rede danificado na casa do ministro Alexandre Luiz Ramos, que não faz uso de apartamento funcional.

Foto: Divulgação/TSTSede do Tribunal Superior do Trabalho
Sede do Tribunal Superior do Trabalho

Procurado pelo Metrópoles, o TST disse que esses serviços são considerados “manutenção” dos imóveis funcionais, e que o serviço na residência particular se trata do “fornecimento de rede segura para acesso remoto aos sistemas do TST”.

Desde 2023, a empresa terceirizada recebeu R$ 15,7 milhões do TST. Somente em 2024 foram pagos R$ 6,38 milhões, e em 2025, foram R$ 3,3 milhões. Normalmente, a manutenção paga pelos órgãos dos Três Poderes diz respeito a questões estruturais dos imóveis, como problemas hidráulicos e elétricos. Qualquer outro reparo ou modificação são pagos pelos ocupantes.

Entretanto, entre os pedidos feitos pelos ministros à empresa Renovar estão alguns sem relação com a manutenção dos apartamentos. Visita de marceneiro para ajustar o pé de uma cama e mudá-la de quatro, troca de lâmpadas, ligação do aquecedor de água, instalação de uma TV de 50 polegadas, instalação de quadros e varal são algumas das solicitações feitas pelos magistrados do TST.

Sala VIP em aeroporto

Recentemente, o TST foi alvo de críticas por ter contratado uma “sala VIP” no aeroporto de Brasília para uso exclusivo dos ministros, com custo anual de R$ 1,5 milhão. O espaço permitirá que eles embarquem e desembarquem sem se misturar com os demais passageiros.

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