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Governo Lula lamenta mortes no Irã, evita condenar ditadura e manda indireta a Trump

Em nota, o ministério afirmou que "cabe apenas aos iraniados decidirem sobre o futuro de seu país".

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou, nesta terça-feira (13), as mortes registradas durante os protestos no Irã e defendeu a soberania do país diante da possibilidade de interferência externa, especialmente dos Estados Unidos. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que “cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país”.

No comunicado, o Itamaraty destacou que acompanha com preocupação a evolução das manifestações, iniciadas em 28 de dezembro, e informou que não há registros de brasileiros mortos ou feridos até o momento. Segundo a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), ao menos 2 mil pessoas morreram durante os protestos no país. A organização faz oposição ao regime dos aiatolás e opera a partir dos Estados Unidos.

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilLula
Lula

A manifestação do governo brasileiro ocorre após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou o cancelamento de qualquer diálogo com autoridades iranianas até o fim da repressão aos protestos. Trump também afirmou que irá impor tarifa de 25% a países que mantiverem relações comerciais com o Irã.

As manifestações, que começaram motivadas pela crise econômica, se espalharam por diversas regiões do país e passaram a contestar o regime islâmico e o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Em meio à repressão, o regime iraniano anunciou para esta quarta-feira (14) a execução de um manifestante envolvido nos protestos.

Leia a nota na íntegra

"O governo brasileiro acompanha, com preocupação, a evolução das manifestações que ocorrem, desde o dia 28 de dezembro, em diversas localidades do Irã.

O Brasil lamenta as mortes e transmite condolências às famílias afetadas.

Ao sublinhar que cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país, o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo.

O Itamaraty, por meio da Embaixada do Brasil em Teerã, se mantém atento às necessidades da comunidade brasileira no Irã.

Não há registros, até o momento, de nacionais mortos ou feridos."

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