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Caso Master: Toffoli recua e manda material apreendido pela PF para a PGR

A ação policial deflagrada nesta quarta (14) pela PF é um desdobramento da investigação contra o banco.

Todo o material colhido pela Polícia Federal (PF) na segunda fase da Operação Compliance Zero, agora será armazenado na Procuradoria-Geral da República (PGR), após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, recuar da decisão de que os bens e dispositivos apreendidos fossem lacrados e mantidos sob custódia na sede da Corte. A ação policial deflagrada nesta quarta-feira (14) pela PF é mais um desdobramento da investigação contra o Banco Master por fraude que pode chegar a prejuízo de R$ 12 bilhões.

A decisão de Toffoli atendeu manifestação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que alegou que a manutenção desses materiais na sede do STF poderia causar prejuízos irreversíveis à investigação. O chefe da corporação defende que fosse realizada perícia “imediata” nos dispositivos apreendidos.

Foto: Nelson Jr./SCO do STFMinistro Dias Toffoli soltou advogado acusado de intermediar R$ 1 milhão de propina para desembargador
Ministro Dias Toffoli soltou advogado acusado de intermediar R$ 1 milhão de propina para desembargador

Em resposta, a PGR concordou com o pedido de Andrei Rodrigues, mas solicitou autorização para extrair e analisar diretamente todo o acervo probatório colhido na ação policial. Segundo Toffoli, isso permitirá que a PGR tenha uma “visão sistêmica dos supostos crimes de grandes proporções”. Na decisão, o ministro estabeleceu algumas cautelas para custódia dos eletrônicos apreendidos.

Os equipamentos devem ser mantidos eletricamente carregados e em modo avião. Na segunda fase da Operação Compliance Zero foram apreendidos: 39 celulares; 31 computadores; 30 armas; R$ 645 mil de dinheiro em espécie; e 23 veículos avaliados em R$ 16 milhões.

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