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Ministro Dias Toffoli criou uma ‘cama de gato’ para a PF, analisa Chiquini

“Ele não podia negar o pedido da PF, porque ficaria muito feio”, disse o advogado sobre o ministro.

O advogado Jeffrey Chiquini em uma análise de cenários disse que ao colocar um prazo de 24 horas para buscas da Polícia Federal (PF) no caso do Banco Master, Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) tentou criar uma blindagem para proteger o banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração foi feita em participação no programa Faroeste à Brasileira, nesta quarta-feira (14).

“É a primeira vez na história do Direito brasileiro que uma decisão judicial coloca prazo para cumprimento de busca e apreensão. É humanamente impossível você operacionalizar 42 buscas e apreensões em 24 horas. E ele [Toffoli] sabe disso!”

Foto: DivulgaçãoJeffrey Chiquini, advogado de Filipe Martins
Jeffrey Chiquini, advogado

O advogado definiu que o ministro criou uma “cama de gato”, ou seja, uma armadilha para as autoridades. “Ele não podia negar o pedido da PF, porque ficaria muito feio. Mas coloca esse empecilho do prazo.”

Ao levar a PF a descumprir o prazo, o ministro fez com que todas as provas das buscas e apreensões realizadas nesta quarta-feira (14), se tornem nulas. “Tudo que derivou dessa busca e apreensão, que descumpriu ordem judicial, é nulo por derivação”, explicou Chiquini.

“Então, os objetos encontrados são nulos. Por isso que ele já mandou a Polícia Federal lacrar tudo e entregar para o STF”. Segundo ele estão “blindando o Banco Master, que é a lavandaria da corrupção pós-Lava Jato”.

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