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Carlos Bolsonaro chama Papudinha de ambiente “severo” e defende domiciliar para o pai

A transferência para uma unidade nas proximidades da Papuda ocorreu por ordem de Moraes.

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) classificou como um “ambiente prisional severo” a cela onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a cumprir pena desde o fim da tarde dessa quinta-feira (15), no Distrito Federal. A transferência para uma unidade da Polícia Militar nas proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda ocorreu por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Carlos, a mudança representa mais do que o cumprimento de uma decisão judicial. “A transferência para um ambiente prisional severo, somada às aberrações jurídicas apontadas e ao estado clínico delicado, passa a representar mais do que uma decisão judicial; transforma-se em um marco simbólico de confronto institucional”, afirmou.

O ex-vereador voltou a defender a prisão domiciliar do pai, alegando que o estado de saúde do ex-presidente é incompatível com o regime fechado. “Meu pai não tem que ir para presídio nenhum, ele tem que ir para casa”, disse. Ele também comparou a situação de Bolsonaro a outros casos em que a Justiça concedeu o benefício da domiciliar. “Outros presos conseguiram esse direito em situações muito menos graves”, completou.

Mesmo entre aliados que consideraram a transferência uma tentativa de reduzir desgastes — já que o local teria instalações mais amplas do que a sala da Polícia Federal —, a defesa da prisão domiciliar permanece consenso. O grupo sustenta que Bolsonaro precisa de acompanhamento médico fora do sistema prisional.

Carlos Bolsonaro também reforçou o discurso de perseguição política e afirmou que o grupo vê a eleição de 2026 como decisiva para reverter o atual cenário. “A estratégia passa pela anistia e pela eleição de senadores suficientes para enfrentar o STF”, declarou.

Em tom duro, o ex-vereador voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes. “Alexandre de Moraes, suas qualidades como ser humano não merecem ser enumeradas diante de tamanha maldade praticada contra o último presidente do Brasil, que jamais descumpriu uma linha da Constituição, e também contra os presos do 8 de janeiro”, afirmou.

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