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Trabalhadores denunciam falhas no atendimento da Superintendência Regional do Trabalho do Piauí

Atendentes negaram o atendimento sob a justificativa de que os requerimentos devem ser feitos via site.

Na manhã desta segunda-feira (19), trabalhadores enfrentaram transtornos ao tentar solicitar o seguro-desemprego de forma presencial na Superintendência Regional do Trabalho (SRT-PI), localizada na Avenida Frei Serafim, no Centro-Sul de Teresina. Uma das pessoas que esteve no local encaminhou ao GP1 um relato denunciando falhas na prestação do serviço por parte do órgão.

Segundo os trabalhadores, após entrarem em contato com a Central de Atendimento Alô Trabalho, pelo telefone 158, do Ministério do Trabalho e Emprego, eles foram orientados a comparecer presencialmente à Superintendência. No entanto, ao chegarem ao local, foram surpreendidos com a recusa de atendimento pelos funcionários.

Foto: ReproduçãoTrabalhadores denunciam omissão de atendimento de funcionários da Superintendência Regional de Trabalho do Piauí
Trabalhadores denunciam omissão de atendimento de funcionários da Superintendência Regional de Trabalho do Piauí

De acordo com uma das trabalhadoras que acompanhou a situação, o agendamento para atendimento presencial foi feito com uma ou até duas semanas de antecedência. Mesmo assim, ao comparecer na data marcada, os atendentes informaram que os requerimentos deveriam ser realizados exclusivamente pelo site. “Entramos no site e simplesmente não conseguimos acesso pelo Gov.br. Nada funciona direito”, relatou.

Ela ressaltou ainda que muitos trabalhadores enfrentam dificuldades com a plataforma digital. “Tem gente que mora longe, que não tem acesso à internet ou não sabe mexer no sistema. Essas pessoas precisam do apoio presencial do órgão, e isso está sendo negado”, afirmou.

Entre os casos registrados está o do senhor Manoel, que veio de José de Freitas. “O meu atendimento foi agendado para o dia 19 para resolver aqui presencialmente. Quando cheguei hoje, disseram que agora é só pelo site, um site que a gente entra e não consegue resolver nada. E eles também não querem resolver aqui, sendo que era para ser presencial”, desabafou.

Outro trabalhador, Alexandre, morador da zona rural de Castelo do Piauí, relatou situação semelhante. “É o mesmo problema de duplicidade, tudo a mesma coisa. A gente liga para o 158, mandam vir para cá, e quando chega aqui ninguém resolve. Ficam jogando a gente de um lado para o outro”, disse. Ele também destacou o custo do deslocamento: “Não há dinheiro para ficar vindo. Eu pago R$ 10 para ir e voltar, dá R$ 40 de passagem. Aí fica difícil”.

A trabalhadora que registrou o relato afirmou que há situações que, necessariamente, exigem atendimento presencial. No caso dela, o problema envolvia o recebimento indevido de uma parcela do seguro-desemprego. “O próprio teleatendimento do Alô Trabalho informou que, nesse tipo de situação, é preciso comparecer a uma agência para resolver”, explicou.

Os trabalhadores denunciaram ainda que, após informarem que não realizariam o atendimento, os funcionários teriam se recolhido a uma sala, deixando a recepção vazia. “Eles simplesmente se trancaram e nos deixaram aqui, sem nenhuma explicação ou alternativa”, concluiu a denunciante.

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