Em 2025, o Ministério da Educação (MEC) promoveu uma redução significativa nos investimentos em políticas essenciais da educação básica. Programas voltados à alfabetização e ao ensino em tempo integral sofreram cortes expressivos, enquanto recursos foram direcionados principalmente ao programa Pé-de-Meia, voltado a bolsas para estudantes do ensino médio.
Segundo dados oficiais, os gastos com alfabetização caíram de R$ 791 milhões em 2024 para R$ 459 milhões em 2025, já considerando a inflação. A situação do ensino em tempo integral foi ainda mais grave: os repasses diretos da União praticamente desapareceram, após a aprovação de uma emenda constitucional que vinculou parte dos recursos do Fundeb a essa política. Com isso, o MEC deixou de investir verba própria, e as redes de ensino passaram a custear o tempo integral apenas com recursos garantidos por lei, sem aporte adicional do Governo Federal.
Para contextualizar, em 2023, o MEC destinou R$ 2,1 bilhões ao ensino em tempo integral, e em 2024, o valor subiu para R$ 2,5 bilhões. Em 2025, porém, o investimento despencou para apenas R$ 75,8 milhões, mostrando uma queda drástica na aplicação de recursos federais nesta política.
A mudança reflete uma priorização do Governo Federal em programas de transferência de renda estudantil, como o Pé-de-Meia, em detrimento de políticas estruturantes da educação básica, como alfabetização e ensino em tempo integral.
Rodrigo Mendes
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