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CPI do Master: veja lista dos senadores que assinaram requerimento

Requerimento apresentado por Eduardo Girão ultrapassa mínimo legal e aguarda leitura oficial.

O Senado Federal alcançou, na última segunda-feira (19), o número necessário de assinaturas para a instalação da CPI do Master, destinada a apurar crimes e fraudes atribuídos aos operadores do liquidado Banco Master. A iniciativa foi apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e já conta com 42 assinaturas, superando em 25 o mínimo exigido, que corresponde a um terço dos integrantes da Casa. Com isso, o requerimento aguarda apenas a leitura formal para que a comissão seja instalada.

A proposta no Senado amplia a pressão sobre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que também tem sob análise um pedido de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o mesmo tema. A diferença entre os dois modelos é que a CPMI depende da leitura do requerimento em sessão do Congresso Nacional, que reúne deputados e senadores, enquanto a CPI exclusiva do Senado pode ser lida na primeira sessão deliberativa do ano, prevista para 1º de fevereiro.

Foto: Jefferson Rudy/Agência SenadoPlenário do Senado Federal
Plenário do Senado Federal

Segundo o rito regimental, após a leitura do requerimento com o número mínimo de assinaturas, cabe ao presidente do Senado proceder à instalação da CPI e indicar o presidente do colegiado responsável por conduzir os trabalhos. No caso do pedido apresentado por Girão, a leitura pode ocorrer já na primeira sessão do ano legislativo, o que permitiria o início imediato da composição da comissão e da definição do plano de trabalho.

Assinaram o requerimento os senadores Alessandro Vieira (MDB-SE), Espiridião Amin (PP-SC), Marcos Pontes (PL-SP), Márcio Bittar (PL-AC), Cleitinho (Republicanos-MG), Damares Alves (Republicanos-DF), Flávio Arns (PSB-PR), além do próprio Eduardo Girão. Também constam Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Rogério Marinho (PL-RN), Zequinha Marinho (Podemos-PA), Jayme Campos (União Brasil-MT), Lucas Barreto (PSD-AP), Marcos do Val (Podemos-ES), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Izalci Lucas (PL-DF), Jaime Bagattoli (PL-RO), Jorge Kajuru (PSB-GO), Leila do Vôlei (PDT-DF), Magno Malta (PL-ES), Marcos Rogério (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), Paulo Paim (PT-RS), Plínio Valério (PSDB-AM), Carlos Portinho (PL-RJ), Jorge Seif (PL-SC), Styvenson Valentim (PSDB-RN), Wellington Fagundes (PL-MT), Alan Rick (Republicanos-AC), Soraya Thronicke (Podemos-MS), Carlos Viana (Podemos-MG), Dr. Hiran (PP-RR), Confúcio Moura (MDB-RO), Tereza Cristina (PP-MS), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Eduardo Braga (MDB-AM), Omar Aziz (PSD-AM), Nelsinho Trad (PSD-MS), Mara Gabrilli (PSD-SP), Eduardo Gomes (PL-TO) e Mecias de Jesus (Republicanos-RR). Parte desses parlamentares formalizou a adesão após a apresentação inicial do requerimento.

Enquanto isso, Alcolumbre tem adotado postura reservada durante o recesso parlamentar, mesmo diante do aumento das cobranças por parte dos senadores. Paralelamente, há pedidos de CPMI em tramitação na Câmara e no Congresso, entre eles o apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que já ultrapassou o número mínimo de assinaturas. Outras iniciativas seguem em coleta de apoios, incluindo propostas das deputadas Heloísa Helena (Psol-RJ), Fernanda Melchionna (Psol-RS) e do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

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