A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e seu grupo, estão conversando com outros partidos para definir seu futuro político e eleitoral, após sua saída da Rede Sustentabilidade, partido fundado por ela e hoje comandado pela ex-senadora Heloísa Helena. A tendência é que tenha uma divisão entre o PT e o PSB da ala vinculada à Marina, isso porque os “marinistas” se tornaram minoritário dentro da Rede, de acordo com interlocutores dela.
Aliados dizem que uma das principais possibilidades é de que a ministra dispute o Senado por São Paulo no ano que vem. Ainda de acordo com interlocutores de Marina, em diferentes legendas eles afirmam enxergar pouca disposição dela em disputar a reeleição na posição de deputada federal.
A ministra chegou a afirmar que aceitaria ser suplente de Fernando Haddad (PT) em uma possível candidatura ao Senado, até mesmo assumir a cadeira caso o ministro seja reconduzido à Esplanada em um cenário com Lula reeleito. Marina também recebeu convites do PSOL e do PSB e vem avaliando propostas.
A ida de Marina ao PT ocorreria no contexto de uma negociação direta entre a ministra e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Algumas petistas tem se mostrado a favor de uma chapa de esquerda “centrista” na corrida ao Senado em São Paulo, como forma de fazer frente à aposta bolsonarista para a Casa.
Aliados de Lula também analisam a possibilidade da ministra Simone Tebet concorrer ao Governo de São Paulo.
Leandro Soares
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