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Filipe Martins sofreu pressão para delatar, afirma advogado

O juiz relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na edição da última quinta-feira (22) do programa Arena Oeste, o advogado Jeffrey Chiquini declarou que Filipe Martins, assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, sofreu pressão para firmar um acordo de delação premiada.

“Quando ele [Martins] estava preso em solitária, chegou uma decisão do juiz relator para que ele abrisse mão dos sigilos, inclusive dos sigilos internacionais, e ele não abriu mão”, disse Chiquini ao iniciar sua resposta, quando questionado se o cliente havia sido pressionado a delatar.

Foto: DivulgaçãoJeffrey Chiquini, advogado de Filipe Martins
Jeffrey Chiquini, advogado de Filipe Martins

Na visão do advogado, esse tipo de oferta, que reforçou ter sido rejeitada por Martins, indicaria pressão não apenas para retirar o ex-assessor da solitária, mas também para, eventualmente, firmar um acordo de colaboração premiada.

O juiz relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes determinou a prisão de Filipe Martins em fevereiro de 2024, sob a justificativa de que ele teria viajado para os Estados Unidos para escapar de eventuais decisões da Justiça brasileira. Após Martins comprovar que não viajou para a América, ele deixou a prisão em agosto daquele mesmo ano.

Apesar de estar em liberdade, o ex-assessor da Presidência ainda teve que cumprir medidas cautelares, como, por exemplo, a proibição do uso de redes sociais. No entanto, ele voltou a ser detido em 2 de janeiro deste ano, novamente por determinação do relator, por suposto acesso à sua conta no LinkedIn. A defesa, mais uma vez, comprovou que não houve acesso no período e que o último ocorreu em 2024.

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