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Resort Tayayá opera parcialmente sem licença ambiental no interior do Paraná

Empreendimento ligado a familiares de Dias Toffoli é alvo de apontamentos do Instituto Água e Terra.

O Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no norte do Paraná, mantém parte de suas instalações em funcionamento sem a licença ambiental obrigatória, segundo apontamentos do Instituto Água e Terra (IAT). Relatórios do órgão estadual indicam que irregularidades foram identificadas desde 2021, período em que parentes do ministro do STF, Dias Toffoli, ainda integravam a sociedade do empreendimento.

De acordo com o IAT, o resort realizou obras e exploração comercial sem autorização adequada, além de apresentar um prédio principal com número de andares superior ao permitido para a área. A licença concedida pelo órgão refere-se apenas à execução das obras de ampliação, sem autorização para início das atividades comerciais.

Foto: Rosinei Coutinho/STFMinistro Dias Toffoli
Ministro Dias Toffoli

Documentos técnicos apontam ainda a construção de imóveis de luxo em área destinada à compensação ambiental. Para regularização, a administração do Tayayá deverá transferir 19 mil metros quadrados ao município de Ribeirão Claro. Uma vistoria técnica está prevista para esta semana, a fim de avaliar o cumprimento das exigências para emissão da licença operacional, solicitada em 2025.

Pareceres do IAT indicam que tanto a construção quanto a operação do edifício principal ocorreram sem autorização ambiental prévia, o que motivou a recomendação de adoção do modelo de Licença Ambiental de Regularização. Foram impostas medidas compensatórias em razão do descumprimento do limite de altura previsto para áreas turísticas de recuperação ambiental.

O empreendimento envolve relações empresariais e familiares que levantaram questionamentos sobre processos em tramitação no STF. Fundos ligados ao pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investiram R$ 20 milhões no resort. Dias Toffoli é relator do processo que apura fraudes bilionárias no Banco Master, liquidado pelo Banco Central após investigação da Polícia Federal sobre a emissão de R$ 12 bilhões em títulos falsos.

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