O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, manteve a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor do governo de Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi proferida nesta segunda-feira (26), em consonância ao pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Martins teve a prisão decretada em 31 de dezembro devido ao descumprimento de medidas cautelares, no caso, a proibição de acessar as redes sociais. Um coronel reformado da Aeronáutica relatou a visita do ex-assessor ao seu perfil no LinkedIn, mesmo com a proibição.
Em resposta, a defesa de Filipe Martins alegou que o eventual acesso ocorreu por mecanismo técnico ou algorítmico. No entanto, Moraes considerou que a documentação não afastava os fundamentos da ordem de prisão, pela existência de prova documental que o ex-assessor acessou o LinkedIn em 28 de dezembro de 2025.
Felipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão, sendo 18 anos e 11 meses de reclusão e dois anos e um mês de detenção por participação na suposta trama golpista. No dia 26 de dezembro, Moraes concedeu prisão domiciliar, somado ao monitoramento por tornozeleira eletrônica e proibição de acessar as redes sociais.
Dois dias depois, foi detectado o descumprimento da ordem judicial devido à atividade registrada no perfil do LinkedIn do ex-assessor do governo Bolsonaro.
Carolina Matta
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