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Lula pretende viajar a Washington em março para se encontrar com Donald Trump

Presidente afirma que diálogo direto será essencial para tratar democracia e multilateralismo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pretende viajar a Washington no início de março para uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A previsão foi anunciada nesta terça-feira, 27, durante entrevista coletiva concedida na chegada ao Panamá. Segundo Lula, o encontro deve ocorrer de forma presencial, destacando a necessidade de um diálogo direto entre os dois chefes de Estado.

Lula está no país caribenho para participar do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, evento que reúne autoridades políticas e representantes econômicos da região. Na entrevista, o presidente explicou que vem mantendo contatos com lideranças internacionais nos últimos dias, incluindo conversas recentes com Donald Trump, Emmanuel Macron, presidente da França, e Gabriel Boric, presidente do Chile.

Foto: Ricardo Stuckert/PRPresidente Donald Trump ao lado do presidente Lula
Presidente Donald Trump ao lado do presidente Lula

De acordo com Lula, os diálogos fazem parte de uma agenda voltada à discussão do multilateralismo e da democracia em âmbito global. O presidente brasileiro afirmou que espera marcar oficialmente a reunião com Trump para o começo de março, quando pretende cumprir a agenda nos Estados Unidos. Ele declarou que o objetivo é tratar temas internacionais considerados prioritários pelos dois países.

Na mesma entrevista, Lula disse acreditar na normalização das relações entre as nações e na retomada do fortalecimento do multilateralismo. O presidente destacou a expectativa de crescimento das economias e afirmou que esse é um objetivo comum dos governos, diante das demandas da população. Ele também comentou que não participou do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, sendo representado pela ministra Esther Dweck.

Durante o telefonema com Trump, Lula relatou que foram discutidos assuntos como o conselho de paz criado pelo presidente americano, com pedido para que o foco do órgão seja a situação em Gaza e que haja representação da Palestina. A conversa também abordou a situação da Venezuela, ocasião em que Lula afirmou que a solução para o país deve ser definida pelo próprio povo venezuelano, com apoio e paciência da comunidade internacional.

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