O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), diminuiu a presença no resort de luxo Tayayá após a Polícia Federal deflagrar as operações Carbono Oculto e Compliance Zero. Ele é relator do caso envolvendo o Banco Master, e seus familiares eram proprietários do resort até o estabelecimento ser vendido a um fundo de investimento ligado ao banco de Daniel Vorcaro.
Deflagrada no fim de agosto, a operação Carbono Oculto mirou o uso de fundos de investimento para operações e lavagens de dinheiro ao crime organizado. Já a Compliance Zero, deflagrada em novembro, investiga irregularidades na aquisição do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB).
A menor frequência nas estadias do ministro no Tayayá foi observada através de análise das diárias dos seguranças que o acompanham nas viagens, disponibilizadas no site do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2), em São Paulo. Conforme a análise, no período de 28 de agosto até 30 de novembro, período em que houve intensificação das operações, não há registros de visitas de Toffoli ao resort.
Embora não há menção explícita à viagem do ministro, a publicação disponibilizada pelo TRT2 mostra que as diárias dos seguranças seriam para prestar apoio à autoridade do STF à cidade de Ribeirão Claro, no Paraná, onde fica localizado o hotel de luxo. A partir dessa mesma observação, de dezembro de 2022 a agosto de 2025, Toffoli ficou 100 dias hospedado no resort, totalizando um gasto de quase R$ 450 mil aos cofres públicos.
Carolina Matta
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