A deputada federal Rosângela Moro (União Brasil-SP) levou na última quarta-feira (28), uma representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) em que solicita a investigação de supostas irregularidades atribuídas ao ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Outros 21 deputados também aderiram e assinaram a petição.
O documento tem como base relatos de que o escritório de advocacia associado ao ex-ministro recebeu aproximadamente R$ 6,5 milhões do Banco Master ao longo de 21 meses. Desse valor, aproximadamente R$ 5,25 milhões teriam sido pagos no tempo em que o ex-ministro ainda liderava o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
"O Brasil não pode normalizar a convivência entre o exercício de cargos de alta relevância institucional e vínculos econômicos privados que colocam em xeque a imparcialidade do Estado", afirmou a Deputada Rosângela.
A representação defende que o estatuto da advocacia proíbe o exercício da advocacia por ministros de Estado, inclusive na modalidade de consultoria. Para a deputada, Lewandowski, que também já integrou o Supremo Tribunal Federal, tinha pleno conhecimento das incompatibilidades legais do cargo.
Lilian Aragão
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