O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, deve deixar o Governo Federal ainda nesta semana, após não conseguir avançar com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, principal bandeira de sua gestão. A expectativa é de que a decisão seja formalizada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em reunião prevista para quarta-feira (7), com a saída efetivada até sexta-feira (9).
De acordo com apurações, Lewandowski já havia informado ao presidente, no mês passado, a intenção de deixar o cargo por cansaço e motivos pessoais. Inicialmente, a saída estava prevista para fevereiro, mas acabou sendo antecipada. Nos bastidores, há relatos de que setores do governo defendiam a troca no comando da pasta para dar mais agilidade às políticas de segurança pública.
Sem conseguir destravar a tramitação da PEC no Congresso, que enfrenta resistência de governadores e parlamentares da oposição, o ministro assinou recentemente duas portarias que antecipam pontos da proposta. As medidas criam o Sistema Nacional de Informações Criminais (Sinic) e estabelecem um protocolo nacional para o reconhecimento de pessoas em procedimentos criminais.
Com a possível saída de Lewandowski, a tendência é que integrantes próximos ao ministro também deixem a pasta. Entre os nomes cotados para assumir o ministério está o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, considerado próximo tanto de Lula quanto do atual ministro.
Caroline Vitorino
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