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Caso Master: Dias Toffoli diz que pagamentos são da venda de resort

Toffoli afirmou que todas as operações ocorreram dentro da legalidade e que os valores foram declarados.

Mensagens encontradas em celulares do banqueiro Daniel Vorcaro levaram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli a afirmar, a interlocutores, que recebeu recursos financeiros em razão de sua participação societária em uma empresa familiar, segundo informou a Folha de S.Paulo.

De acordo com o magistrado, os repasses que, em tese, o ligariam ao Banco Master estão relacionados à venda de parte do Tayayá Resort, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. Toffoli afirmou que todas as operações ocorreram dentro da legalidade e que os valores foram devidamente declarados à Receita Federal ao longo dos anos.

Foto: Rosinei Coutinho/STFMinistro Dias Toffoli
Ministro Dias Toffoli

As explicações do ministro surgem após a Polícia Federal iniciar investigações sobre a transferência desses recursos. Diante do avanço das apurações, Toffoli decidiu apresentar sua versão sobre o caso.

Ele explicou que mantém, há anos, participação societária na empresa Maridt ao lado de familiares, e que essa condição teria motivado o recebimento de valores decorrentes de negociações empresariais.

O ministro também afirmou que seu nome não consta em registros públicos da companhia por se tratar de uma sociedade anônima de capital fechado. Nesse modelo, não há obrigatoriedade de identificação pública dos acionistas, constando apenas os administradores formais da empresa — função exercida por dois de seus irmãos.

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