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Empresa de Dias Toffoli tem capital de R$ 150 e endereço de fachada, diz Metrópoles

O local pertence a José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro e um dos administradores formais.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou, em nota divulgada nesta quinta-feira (12), ser sócio da empresa Maridt Participações S.A., responsável por investimentos no resort Tayayá, no Paraná. Segundo o magistrado, os valores recebidos da empresa têm origem lícita e foram devidamente declarados à Receita Federal. As informações são da colunista Andreza Matais, do Metrópoles.

De acordo com a manifestação oficial, Toffoli integra o quadro societário da Maridt, que é administrada por seus familiares. Ele ressaltou que sua participação está amparada pela Lei Orgânica da Magistratura, que permite ao magistrado ser sócio de empresas e receber dividendos, desde que não exerça funções de gestão.

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STFMinistro Dias Toffoli
Ministro Dias Toffoli

Apesar da justificativa apresentada pelo ministro, reportagens recentes apontam que a Maridt está registrada em um imóvel residencial em Marília, no interior de São Paulo, em más condições de conservação, sem indícios aparentes de funcionamento empresarial. O local pertence a José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro e um dos administradores formais da empresa.

No endereço informado, a reportagem do jornal O Estado de S.Paulo ouviu a esposa de José Eugênio, que afirmou desconhecer as atividades da empresa e até mesmo a participação do marido no empreendimento do resort Tayayá.

Outro ponto que chamou atenção é o capital social declarado da Maridt à Receita Federal, no valor de apenas R$ 150, apesar da participação em um empreendimento turístico de grande porte. Formalmente, além de José Eugênio, outro irmão do ministro também figura como administrador da companhia.

Em conversas com interlocutores, Toffoli teria afirmado que as menções a pagamentos em diálogos mantidos com o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, referem-se às atividades da Maridt. Vorcaro é investigado no âmbito do chamado caso Master, atualmente sob relatoria do próprio ministro no STF.

A coluna também confirmou, junto a fontes da Polícia Federal, o envio de um documento classificado como “informação de polícia judiciária” ao gabinete do presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, na última segunda-feira (9). O material detalha trocas de mensagens entre Toffoli e Vorcaro.

Segundo pessoas que tiveram acesso ao relatório, as evidências reunidas no documento seriam consideradas suficientes para embasar um pedido de afastamento do ministro da relatoria do caso Master. O conteúdo está sob análise da Presidência da Corte.

A situação aumenta a pressão sobre Toffoli, que vem sendo alvo de questionamentos sobre sua permanência à frente das investigações envolvendo o Banco Master e seus principais dirigentes.

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