Com base no histórico recente dos desfiles do Carnaval do Rio de Janeiro, a Acadêmicos de Niterói aparece entre as escolas apontadas como mais vulneráveis ao rebaixamento no Grupo Especial — divisão considerada a principal elite da folia na Marquês de Sapucaí. A agremiação foi responsável, neste ano, por um desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Levantamentos com resultados das últimas duas décadas indicam que, na maioria das vezes, a escola responsável por abrir os desfiles acaba rebaixada ao fim da apuração. Dados da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), entidade que organiza e julga a competição, mostram que apenas três agremiações escaparam dessa tendência nos últimos 20 anos: União da Ilha do Governador, em 2010; São Clemente, em 2011; e Imperatriz Leopoldinense, em 2022.
Criada em 2018, a Acadêmicos de Niterói ainda é considerada uma escola recente no cenário carnavalesco e fez sua estreia no Grupo Especial apenas no desfile de 2026. A pouca tradição na divisão principal e o menor peso político dentro da liga são fatores apontados por analistas como possíveis dificuldades na disputa.
Reportagens da imprensa nacional também destacam que a escola não figura entre as mais influentes dentro da Liesa, organização historicamente associada a nomes ligados ao jogo do bicho no Rio de Janeiro. Esse cenário tem gerado preocupação entre aliados do presidente quanto ao desempenho final da agremiação na apuração.
Rodrigo Mendes
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