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Banco Pleno: FGC deve ressarcir R$ 4,9 bilhões a 160 mil clientes

A liquidação extrajudicial da instituição foi decretada pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quarta.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deverá desembolsar R$ 4,9 bilhões para ressarcir cerca de 160 mil credores do Banco Pleno, após a liquidação extrajudicial da instituição financeira decretada pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quarta-feira (18).

Com a liquidação do Banco Master, o fundo já havia assumido a responsabilidade de reembolsar R$ 40,45 milhões a aproximadamente 628 mil credores. Já a intervenção no Will Bank elevou a despesa do FGC em mais R$ 6,3 bilhões. Somados, os episódios recentes ampliam de forma significativa o impacto financeiro sobre o fundo garantidor.

Foto: Divulgação/Banco PlenoBanco Pleno
Banco Pleno

Aplicações como Certificado de Depósito Bancário (CDB) e Recibo de Depósito Bancário (RDB) contam com cobertura de até R$ 250 mil por pessoa ou empresa. Valores que excedem esse limite não são integralmente protegidos: a diferença estimada chega a R$ 1,9 bilhão. Os credores nessa situação entram em uma fila de recebimento que depende da venda de ativos das instituições em liquidação, processo conduzido pelo liquidante nomeado pelo BC.

Atualmente, 222 instituições financeiras são associadas ao FGC. Não estão cobertas pela proteção do fundo as instituições de pagamento e as cooperativas de crédito. Essas cooperativas contam com um mecanismo próprio de proteção, o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop).

O ressarcimento pelo FGC não ocorre de forma automática. Após a publicação do cronograma, os investidores devem realizar a solicitação no aplicativo do fundo, informando a conta bancária para recebimento dos valores. Somente depois desse procedimento o pagamento é efetuado.

Após a identificação de um esquema de fraudes envolvendo cédulas de crédito do Banco Master, o Banco Central decretou a liquidação de sete blocos de instituições financeiras: o próprio Banco Master, a Master Investimentos, o Letsbank, a Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, a Reag Trust, o Will Bank e, agora, o Banco Pleno. Em nota sobre a medida mais recente, a autoridade monetária sinalizou que novas instituições ainda podem ser retiradas do sistema financeiro.

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