Uma operação policial deflagrada nesta quinta-feira (5) investiga uma quadrilha suspeita de inserir mandados de prisão falsos em sistemas do Judiciário brasileiro, incluindo registros fraudulentos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a Polícia Civil de Goiás, os hackers inseriam ilegalmente documentos no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). Os mandados falsos eram incluídos no Banco Nacional de Mandados de Prisão e em processos digitais do tribunal estadual, com peças que simulavam decisões judiciais.
As investigações tiveram início após uma tentativa de fraude registrada em janeiro deste ano, quando o sistema do CNJ foi alvo de ação para emissão de ordens falsas de prisão. Entre os alvos estavam Lula e Alexandre de Moraes. Na ocasião, o CNJ informou que não houve expedição efetiva de mandados.
Conforme o conselho, a alteração consistiu na substituição indevida de dados vinculados a um mandado judicial por informações associadas a autoridades brasileiras. O órgão afirmou que não houve invasão ou comprometimento dos sistemas, mas reconheceu que houve roubo de credenciais de acesso, incluindo senhas de magistrados, utilizadas na ação ilegal.
A ação é conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos, em parceria com o Núcleo de Inteligência do TJ-GO e a Polícia Militar de Minas Gerais, além do apoio operacional da Polícia Civil do Distrito Federal. A operação mobiliza forças de segurança em diferentes estados.
Izabella Furtado
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