Os dois principais nomes da corrida presidencial de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), enfrentam desafios para montar palanques competitivos em Minas Gerais, estado considerado decisivo na disputa pela Presidência da República.
A dificuldade se explica tanto pelo peso do eleitorado mineiro, que soma cerca de 16 milhões de eleitores, quanto por um fator histórico: há quase oito décadas, o candidato vencedor em Minas Gerais costuma alcançar a Presidência.
Lula voltou a sinalizar preferência pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD) para disputar o governo mineiro, mas o projeto perdeu força após Pacheco ser preterido na indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
Nos últimos meses, interlocutores do Palácio do Planalto voltaram a apostar na viabilidade da candidatura de Pacheco, inclusive com a possibilidade de filiação ao União Brasil. Paralelamente, o PT passou a sondar outros nomes, como a reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda.
No campo de Flávio Bolsonaro, houve a recusa do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) em disputar o governo de Minas Gerais. O parlamentar anunciou que buscará a reeleição à Câmara dos Deputados, por considerar sua atuação em âmbito nacional estratégica para a direita.
Rauena Pinheiro
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