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PF e MPF ampliam investigações sobre fraudes financeiras no Banco Master

Os principais desdobramentos estão sob análise do Supremo Tribunal Federal.

As apurações sobre supostas fraudes financeiras ligadas ao Banco Master avançam em vários estados, com sete inquéritos instaurados pela Polícia Federal (PF) em locais como São Paulo, Rio de Janeiro e Amapá. Paralelamente, o Ministério Público Federal (MPF) conduz investigações em pelo menos seis estados após surgirem indícios de aportes irregulares feitos por fundos de previdência estaduais e municipais.

Uma das operações mais recentes, denominada Zona Cinzenta, foi deflagrada após a Amapá Previdência investir cerca de R$ 400 milhões em títulos do banco. Já no Rio de Janeiro, a Operação Barco de Papel investiga um aporte de quase R$ 1 bilhão feito pela Rioprevidência.

Foto: Rovena Rosa/Agência BrasilBanco Master
Banco Master

Casos no STF e novos inquéritos

Os principais desdobramentos estão sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), que apura denúncias de emissão de títulos sem lastro e repasses ao Banco de Brasília (BRB), além de cessão de direitos creditórios por empresas de capital social reduzido a fundos ligados ao banco.

Parte dos processos pode retornar a instâncias inferiores, caso o ministro Dias Toffoli entenda que o STF deve manter apenas casos que envolvam autoridades com foro privilegiado. Outro inquérito, que apura a suposta contratação de influenciadores digitais para atacar autoridades públicas durante a liquidação do banco, também aguarda decisão do ministro após manifestação do MPF.

Além disso, dois novos inquéritos foram instaurados: um investiga suspeitas de gestão fraudulenta no BRB e outro, conduzido pela PF em São Paulo, apura possíveis crimes envolvendo o Grupo Fictor, como apropriação indébita, emissão de títulos sem respaldo e operação financeira irregular.

Aportes de previdência e novas ramificações

O MPF também investiga aportes de regimes próprios de previdência social em estados como Alagoas, Amapá, Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao todo, 18 entidades – sendo 15 municipais e três estaduais – aplicaram recursos no Banco Master, o que pode ampliar o alcance das investigações.

O caso ainda pode chegar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) após o dono do banco, Daniel Vorcaro, citar em depoimento o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), ao mencionar tratativas sobre a venda do Master ao BRB. O governador negou as informações.

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