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Petrobras nega pressão política e diz que acompanha os impactos da guerra para decidir se aumenta combustíveis

O barril de petróleo chegou a ultrapassar US$ 100, devido aos conflitos no Oriente Médio.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal não sofre pressão do governo para segurar os preços dos combustíveis no país. Segundo ela, a empresa acompanha os impactos da guerra envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o Irã antes de decidir se haverá reajuste.

De acordo com Chambriard, a estatal analisa cuidadosamente a alta recente do petróleo no mercado internacional para avaliar se a elevação é temporária ou uma tendência duradoura. A intenção, segundo ela, é evitar decisões precipitadas que possam afetar diretamente o consumidor.

Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilPetrobras
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A presidente explicou que a política de preços da Petrobras busca reduzir oscilações bruscas e equilibrar as variações do mercado internacional com a realidade econômica do país. O tema é considerado sensível para o governo por seu impacto direto na inflação e na opinião pública.

Nos últimos dias, o barril de petróleo chegou a ultrapassar US$ 100, devido aos conflitos no Oriente Médio, mas recuou para cerca de US$ 89 após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a guerra estaria próxima do fim.

Por que a guerra no Oriente Médio influencia no preço do petróleo?

O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, é comandado principalmente pelo governo iraniano, teve o tráfego de navios reduzido, aumentando o temor de uma possível interrupção no fornecimento global. A escalada militar também inclui ataques iranianos contra instalações energéticas em países aliados de Washington, como Arábia Saudita, Catar e Israel, ampliando o risco de uma crise energética.

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