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Planalto diz não ter registros da reunião de Daniel Vorcaro com Lula

Presidência informou que não há atas, gravações ou documentos sobre encontro citado.

A Presidência da República informou que não possui registros oficiais de uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A resposta foi dada após um pedido de informações apresentado pelo portal Metrópoles com base na Lei de Acesso à Informação. Segundo o Palácio do Planalto, não existem atas, gravações, filmagens ou qualquer outro documento que comprove formalmente o encontro.

A ausência de registros também se estende às reuniões do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega no Palácio do Planalto durante o período em que atuava como consultor do banco. Mantega foi contratado para prestar consultoria à instituição financeira e recebia salário mensal de R$ 1 milhão. A contratação teria ocorrido a pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilLuiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva

Registros de agenda indicam que Mantega se reuniu pelo menos seis vezes com o chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Em quatro desses encontros, ele já estava contratado como consultor do Banco Master. As reuniões ocorreram entre novembro de 2023 e dezembro de 2024 e aparecem registradas apenas na agenda do chefe de gabinete.

Além das reuniões envolvendo Mantega, Daniel Vorcaro também teria visitado o Palácio do Planalto ao menos três vezes entre 2023 e 2024. Esses encontros, no entanto, não aparecem nas agendas oficiais divulgadas pela Presidência da República. Os dados foram identificados a partir da plataforma Agenda Transparente, mantida pela organização Fiquem Sabendo.

Em entrevista ao portal UOL, Lula afirmou que participou de um encontro com Vorcaro em 4 de dezembro. Segundo o presidente, na ocasião ele convocou o então presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para discutir a situação do banco e afirmou que qualquer investigação seria conduzida tecnicamente pelo Banco Central, sem interferência política.

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