Foi deflagrada nesta quarta-feira (11) a megaoperação da Polícia Civil do Rio de Janeiro que resultou na prisão do vereador identificado como Salvino de Oliveira Barbosa (PSD).
A ação policial contra o Comando Vermelho revelou indícios de infiltração política em áreas dominadas pela facção criminosa. A investigação aponta ainda que Salvino teria recebido autorização de lideranças do CV para atuar politicamente na comunidade da Gardênia Azul, zona oeste da capital e receber suporte para seus projetos políticos.
A operação foi conduzida pelos delegados Pedro Cassundé e Vinicius Miranda de Moraes da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD). A investigação busca identificar a estrutura de poder da facção bem como suas conexões com agentes públicos.
Diálogos telemáticos analisados pela polícia revelam que Elder de Lima Landim, conhecido como “Dom”, é administrador local da comunidade e ligado ao Comando Vermelho. Ele teria informado ao traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca da Penha, que o parlamentar possuía “autorização prévia” para trabalhar na região. Ainda segundo a conversa registrada no inquérito policial, a autorização teria sido atribuída ao próprio Doca e a Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, apontado como tesoureiro da facção.
Para os investigadores, as conversas analisadas sugerem troca de favores entre o crime organizado e o político, onde a facção manteria seu domínio territorial e Salvino poderia obter capital eleitoral dentro da região.
Francielle Barroso
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