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Assessor de Trump deu informações falsas ao solicitar visto, diz Itamaraty

Em nota, o ministério afirmou que a irregularidade é motivo suficiente para negar a entrada no país.

O Ministério das Relações Exteriores informou nesta sexta-feira (13) que revogou o visto do assessor sênior do Departamento de Estado do Governo de Donald Trump, Darren Beattie. De acordo com o Itamaraty, a medida foi adotada após o norte-americano apresentar “omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita” ao Brasil no momento da solicitação do visto, feita em Washington.

Em nota, o ministério afirmou que a irregularidade é motivo suficiente para negar a entrada no país. “O Itamaraty confirma a revogação do visto, tendo em conta a omissão e o falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington. Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”, informou a pasta.

Foto: ReproduçãoDarren Beattie
Darren Beattie

Declaração de Lula

Também nesta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que Beattie está proibido de entrar no Brasil e citou a suspensão de vistos de autoridades brasileiras por parte do governo norte-americano.

“Aquele cara americano que disse que viria para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar, e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que estão bloqueados”, afirmou o presidente.

Pedido de visita a Bolsonaro

A visita de Beattie ao Brasil veio à tona nesta semana após a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitar ao Supremo Tribunal Federal autorização para que o diplomata o visitasse no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha, em Brasília. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Inicialmente, o ministro Alexandre de Moraes autorizou o encontro e solicitou esclarecimentos ao Itamaraty sobre a viagem. Dias depois, no entanto, o magistrado voltou atrás na decisão após receber informações de que Beattie não possuía agenda diplomática oficial no Brasil e que o visto havia sido concedido apenas para compromisso privado.

Além do encontro com Bolsonaro, o assessor norte-americano também pretendia se reunir com o deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder da oposição na Câmara dos Deputados.

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